
Antes do Sol Raiar
- Eduardo Roz
- 199 Páginas
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Sinopse
Há histórias que são contadas para entreter. Outras, para ensinar. Esta, foi escrita porque permanecer em silêncio já não era mais possível. Meu nome é Eduardo Roz , e estas páginas não nasceram da imaginação. Elas foram construídas sobre cicatrizes. Cada capítulo carrega uma parte da criança que fui, do jovem que lutou para sobreviver e do homem que, apesar de tudo, continua de pé. Durante muitos anos, aprendi que a dor gosta do silêncio. O abuso, a violência, a fome, o trabalho infantil, os espancamentos, a perda de pessoas queridas, os vícios e as inúmeras quedas pareciam escrever um destino do qual eu jamais conseguiria escapar. Houve momentos em que a esperança parecia um luxo reservado aos outros. Houve dias em que sobreviver já era uma vitória. Este livro não procura despertar pena. Não é um pedido de compaixão. É um testemunho. Um relato cru, verdadeiro e, por vezes, difícil de ler, porque a realidade nem sempre oferece finais bonitos ou caminhos fáceis. Ainda assim, é justamente na verdade que reside sua força. Talvez, enquanto você percorre estas páginas, encontre episódios que pareçam inacreditáveis. Eu também gostaria que fossem apenas ficção. Mas cada lágrima, cada perda, cada cicatriz e cada recomeço fazem parte da minha história. Se, em algum momento, você sentir indignação, revolta ou tristeza, saiba que esses sentimentos acompanharam grande parte da minha vida. Mas espero que, ao chegar à última página, você encontre algo maior do que o sofrimento: a prova de que um ser humano pode ser ferido inúmeras vezes e, ainda assim, preservar a capacidade de recomeçar. Escrevi este livro para honrar a criança que não teve voz. Para lembrar daqueles que partiram cedo demais. Para mostrar que nenhuma dor precisa ser a última palavra sobre uma vida. Se esta história tocar apenas uma pessoa, fizer alguém encontrar forças para continuar ou der coragem para romper o silêncio, então cada lembrança difícil que precisei reviver para escrevê-la terá valido a pena. Agora, antes de virar a próxima página, peço apenas uma coisa: não leia estas linhas como quem acompanha a vida de um estranho. Leia como quem entra na casa de alguém que decidiu abrir as portas das próprias feridas, não para expô-las, mas para mostrar que até as cicatrizes podem contar uma história de sobrevivência. Bem-vindo à minha história. Eduardo Roz




