
Middlemarch
- George Eliot
- 1196 Páginas
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Sinopse
Ambientado em uma pequena cidade inglesa no início do século XIX, Middlemarch acompanha os destinos entrelaçados de seus habitantes em um período de intensas transformações sociais, políticas e científicas. No centro da narrativa estão Dorothea Brooke, uma jovem idealista em busca de sentido moral e intelectual para sua vida, e Tertius Lydgate, um médico ambicioso que deseja modernizar a prática da medicina. Ao explorar casamentos, ambições frustradas, conflitos éticos e o peso das convenções sociais, George Eliot constrói um retrato profundo da vida cotidiana e das forças invisíveis que moldam as escolhas individuais. Considerado um dos grandes romances do realismo, Middlemarch combina análise psicológica refinada e crítica social em uma obra de extraordinária complexidade humana. George Eliot, pseudônimo de Mary Ann Evans (Nuneaton, 22 de novembro de 1819 – Londres, 22 de dezembro de 1880), foi uma romancista autodidata britânica. Usava um nom de plume masculino para que seus trabalhos fossem levados a sério. À época, outras autoras publicavam trabalhos sob seus verdadeiros nomes, porém, Eliot queria escapar de estereótipos que ditavam que mulheres só escreviam romances leves. Outro fator que pode ter levado Eliot a usar um pseudônimo masculino era o desejo de preservar sua vida íntima, sobretudo seu relacionamento com George Henry Lewes, um homem casado, com quem viveu por mais de vinte anos. Estreou na literatura ao realizar as traduções de “A vida de Jesus” de David Strauss, e “A essência do cristianismo”, de Ludwig Feuerbach. Sob o pseudônimo George Eliot, foi autora de várias poesias, manuscritos e sete romances, sendo os mais famosos: “Adam Bede” (1859), “O moinho à beira do rio” (1860), “Silas Marner: o tecelão de Raveloe” (1861), e “Middlemarch: um estudo da vida provinciana” (1871-1872). Os temas mais recorrentes em seus romances são: a discussão em torno dos papéis de gênero e das regras de conduta moral próprios da sociedade vitoriana, o debate sobre a legitimidade das configurações familiares que fugiam ao modelo tradicional nuclear formado, especificamente, por pai, mãe e filhos, e a idealização da parentalidade como uma relação de não dominação, além da apresentação de personagens destoantes das regras morais tradicionais da sociedade inglesa do século XIX. Desenvolveu o método da análise psicológica característico da ficção moderna. Sua obra Middlemarch: um estudo da vida provinciana (1872) é considerada um dos maiores romances do século XIX.
